por Guilherme Sousa
Quinto maior grupo automotivo da China, a BAIC, uma das debutantes do último Festival Interlagos, realizado em agosto último, promove o lançamento do seu primeiro carro no Brasil. O Arcfox T1 é, ora um crossover, ora um hatch 100% elétrico, com a árdua missão de brigar de igual para igual contra seus conterrâneos BYD Dolphin, Geely EX2, GAC Aion UT, entre outros. Disponível em duas versões, PRO e MAX, o produto chega custando R$ 129.990 na primeira e R$ 139.990 na segunda.
Um único motor elétrico movimenta o Arcfox T1, tendo ele 95 cavalos de potência e 17,9 kgfm de torque, retroalimentado por uma bateria LFP de 42,9 kWh. A autonomia fica em 283 quilômetros, segundo as medições do Inmetro, suportando recargas de até 6,6 kW em corrente alternada e 89 kW na contínua, indo de 30 a 80% em 25 minutos no último caso. O modelo também conta com pré-condicionamento da bateria e funções V2L (vehicle-to-load) e V2V (vehicle-to-vehicle), que permitem alimentar equipamentos compatíveis ou fornecer carga a outro veículo.
O visual exterior do modelo foi inspirado no conceito Arcfox 77°, marcado pelas linhas minimalistas em proporções que equilibram presença visual e dinamismo. Possui 4,33 m de comprimento, 1,86 m de largura, 1,57 m de altura, 2,77 m de entre-eixos e porta-malas de 459 litros, podendo chegar a 1.352 litros com os bancos rebatidos. A versão MAX destaca-se pelo teto panorâmico de 2,34 m² com cortina elétrica. Você pode escolher entre quatro cores externas: Cinza Eclipse, Branco Polar, Prata Aurora e Prata Elétrico. As rodas são aro 17, de ferro revestidas com calotas, na PRO e aro 18 de liga leve na MAX.
Pulando para a lista de equipamentos de série, o BAIC Arcfox T1 já vem de série com bancos de couro e ajustes elétricos e aquecimento no banco dianteiro do motorista, banco do carona com reclinação quase plana, bancos traseiro com reclinação de até 28°, painel de instrumentos de 8,8 polegadas, central multimídia de 15,6 polegadas, sistema EZT de assistência à direção em baixa velocidade e câmera 540° Panoramic View. Mas a versão MAX apresenta o maior salto.
Por R$ 10 mil a mais, o cliente que optar pela opção de topo ganha a mais pacote ADAS avançado, tampa do porta-malas com acionamento elétrico, retrovisores externos com rebatimento elétrico e regulagem elétrica no banco do carona. Mas nem tudo são flores: carregador de celular por indução é opcional.
Para iniciar sua operação, a BAIC vale-se de uma rede de concessionárias com 50 lojas* inicialmente, prevendo até 150 em um ano, pós-vendas operado em parceria com a Foton, em Itajaí (SC), com 100% das peças críticas disponíveis, assistência técnica 24 horas por dia, com orientação em caso de imprevistos e encaminhamento de serviços como socorro e reboque, conforme as condições do programa, e oficinas das concessionárias munidas de ferramental específico para eletrificados.
Complementando o relacionamento com o cliente, a BAIC prevê disponibilizar o BAIC Concierge, com atendimento personalizado por voz e WhatsApp, triagem de solicitações e acompanhamento dos encaminhamentos.
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*Curioso: a BAIC preferiu Macapá a Belém na montagem da sua rede autorizada inicial. Quais as razões para tal? Não sei. O fato é que o mercado automotivo paraense é mais forte que o amapaense. De toda forma, a operação da BAIC nas terras tucujus ficará a cargo do Grupo Amauto, que em Belém detém a bandeira da Kia.






















