Mais barata que a flex, VW Saveiro Robust a etanol vem por R$ 111.490

por Guilherme Sousa
Os dois choques do petróleo na década de 1970 foi o estopim para a criação de novas tecnologias alternativas aos combustíveis fósseis. Uma delas foi a introdução do etanol, proveniente da cana-de-açúcar, e hoje grande case de sucesso na descarbonização. Carros a álcool foram febre nos anos 80 e 90, mas a virada do milênio deu a oportunidade de escolha na hora de abastecer, com a tecnologia flex. Só que os anos se passaram, e a ideia da neutralidade do carbono "do poço à roda" ganhou força, com a criação do programa estatal Carro Sustentável, que concede redução de IPI para veículos menos poluentes.

Seguindo este preceito, a Volkswagen segue o Chevrolet Onix e lança a Saveiro Robust movida apenas a etanol, sendo a primeira picape abastecida com combustível renovável a venda no país. Ao custo de R$ 111.490, é R$ 4.200 mais barata que a Saveiro Robust flex. A novidade atende à cabine simples e foca em empresas, frotistas, produtores rurais e autônomos que querem reduzir metas de emissões.
“A Saveiro está há 44 anos ao lado de quem trabalha e produz no Brasil. Agora, damos a este cliente uma nova escolha. Uma picape preparada para rodar exclusivamente com etanol, combustível que o País conhece e produz, que gera emprego e renda, e que é uma vantagem importante do Brasil na transição para uma mobilidade de menor carbono. A Saveiro Robust movida a etanol transforma essa característica brasileira em uma nova opção que traz benefícios concretos ao cliente. Seja para quem utiliza o veículo como ferramenta de trabalho e aproveitará a atratividade comercial da versão, seja para quem precisa que sua frota contribua para metas de redução de emissões ou para o consumidor de varejo que enxerga o etanol como compatível com seu dia a dia”, afirma Ciro Possobom, CEO e presidente da Volkswagen do Brasil.

Sob o capô, a Saveiro Robust a etanol manteve o motor 1.6 MSI 16 válvulas EA211 da opção flex, rendendo 116 cavalos de potência e 16,1 kgfm de torque, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Mas não é só isso. Para que bebesse só o combustível vegetal, válvulas, pistões e anéis de segmento passaram a utilizar materiais mais nobres, combinado a cálculos matemáticos virtuais. E mais: a picape recebeu mais de 740 horas de desenvolvimento de calibração para otimizar partidas a frio, um terror do carro a álcool em baixas temperaturas, níveis de LDi (Limite Máximo de Ignição) e dirigibilidade.
“Quando desenvolvemos um motor dedicado a um único combustível, temos a oportunidade de otimizar diversos parâmetros de funcionamento para as mais variadas condições de uso. No caso da Saveiro Etanol, nosso foco foi extrair o melhor aproveitamento energético do combustível, resultando em maior eficiência no dia a dia e redução do consumo. Além dos benefícios econômicos para o cliente, o etanol é um combustível renovável, com menor pegada de carbono quando comparado aos combustíveis fósseis, reforçando também o compromisso com uma mobilidade mais sustentável”, afirma Ricardo Plöger, vice-presidente de desenvolvimento do produto da Volkswagen América do Sul.

Todo o esforço da engenharia da marca resultou em melhorias na eficiência energética, cujo índice passou de 1,83 para 1,81 MJ/km. A alteração reduziu o consumo em 5% na cidade, elevando a média combinada de 8,1 km/l para 8,5 km/l, e registrou emissões de 50 gramas de CO2 por quilômetro, bem abaixo do limite de 83 exigidos para elegibilidade no programa Carro Sustentável.