Pai do nosso Chevrolet Opala, Opel Rekord "C" completa 60 anos

por Guilherme Sousa
Era verão de 1966, quando a Opel, então sob controle da GM (atualmente é da Stellantis), lançava a terceira geração do Rekord, um ano após a vinda da segunda e três anos do seu nascimento. Cheio de características inovadoras à época e carrocerias variadas, o médio daria vida, no Brasil, em novembro de 1968, ao inesquecível Chevrolet Opala.
Tal como no nosso Opala, o Opel Rekord "C" dispunha de carrocerias sedã e perua, de duas e quatro portas, bem como cupê, conversível e cargueiro, este derivado da perua, que levava o sobrenome Caravan. Oito motores estavam disponíveis para o modelo, de 1.5 a 2.2 aspirados, com potências entre 58 e 106 cavalos.

É importante pontuar que o Rekord "C" foi o primeiro Opel a ter freios a disco dianteiros e suspensão traseira por molas helicoidais, desde a versão de entrada. Já na primavera europeia de 1967, chegava o Rekord Coupé (para nós, Opala SS) para ser o topo de gama do alemão, dito pelo público como um "hip"-ster; era marcado pela ausência da coluna B.
A versão Black Widow do Rekord Coupé destacou-se nas pistas, por ter sido o mais rápido a dar uma volta completa no circuito de Hockenheim, em 1968, graças aos 180 cavalos do motor quatro cilindros de dupla carburação. Ainda teve o Rekord Sport Cabriolet, conversível de quatro lugares, construído pelo encarroçador Karl Deutsch, da cidade alemã de Colônia.
Com produção encerrada em dezembro de 1971, o Opel Rekord "C" teve 1,25 milhão de unidades fabricadas em Rüsselsheim, sendo o primeiro a quebrar a casa dos sete dígitos. Hoje, quem herda a alma do Rekord é o Astra, modelo mais vendido da Opel, atualmente na sexta geração.