Câmbio de oito marchas e novos equipamentos ingressam no VW T-Cross 2027

por Guilherme Sousa
Uma das grandes referências (senão a maior) entre os SUVs compactos ganha novidades na sua linha 2027. Campeão de vendas no segmento pelo quarto ano seguido e SUV mais vendido do Brasil, o Volkswagen T-Cross fica mais eficiente com uma grande alteração técnica e ganha novos itens de série, além do inédito pacote Urban para a versão de entrada Sense.
Começamos a destrinchar o modelo pelas novidades nos equipamentos. No T-Cross Sense, categoria de base do SUV e feita para o público PcD, estreiam regulagem do banco traseiro para ampliação do porta-malas e monitor de pressão dos pneus. Se preferir, pode equipá-lo com o pacote Urban, que acrescenta câmera de ré e rodas de liga leve aro 17.

Subindo um degrau, temos o T-Cross 200 TSi, sem nome específico para a versão, que ganha câmera de ré, sistema Kessy (chave presencial e partida por botão), sensores de estacionamento dianteiros e volante multifuncional com revestimento premium. Na versão Comfortline, a novidade vai para faróis em LED com luz de posição na parte inferior do para-choque, retrovisor eletrocrômico, sensor de chuva e crepuscular de série. Já a Highline, única com motor 1.4 250 TSi, não teve alterações.
Indo além dos ganhos de equipamentos, o maior destaque não está à nossa vista. O VW T-Cross 2027 ganha, em todas as versões com motor 1.0 200 TSi, o novo câmbio automático de oito marchas AQ300, o mesmo que equipa o Taos, em substituição ao de seis usado anteriormente. Segundo a marca alemã, a adoção desta transmissão "otimiza a entrega de força do motor 200 TSI, (...) oferecendo uma condução mais suave, eficiente e confortável no uso urbano e rodoviário." Ainda de acordo com a Volkswagen, num trecho rodoviário, a nova caixa permite trabalhar com rotações mais baixas, enquanto que no urbano, favorece arrancadas e retomadas mais progressivas.
É preciso destacar que a nova caixa de marchas deu maior capacidade de trabalhar na rotação ideal do propulsor 1.0 turbo, resultando em economia de combustível. Nas palavras da Volkswagen, alguns benefícios foram apontados, como:
  • Melhor eficiência de combustível: com mais marchas, o câmbio consegue usar relações mais longas em velocidades de cruzeiro, reduzindo o giro do motor e o consumo;
  • Acelerações mais suaves e progressivas: as trocas ficam menos perceptíveis, porque a diferença entre uma marcha e outra é menor;
  • Melhor desempenho: o motor permanece mais próximo da faixa de torque ideal, melhorando respostas em retomadas e ultrapassagens;
  • Mais conforto ao dirigir: a condução passa a ser mais silenciosa e refinada, especialmente na cidade;
  • Maior flexibilidade: as marchas mais curtas ajudam nas saídas e acelerações, enquanto as mais longas favorecem economia e conforto em alta velocidade.
O resultado? Houve redução no consumo urbano de até 5% com etanol e 7% com gasolina, tomando como base a versão Sense, passando de 1,64 MJ/km para 1,56 MJ/km.